STORY-30: MORREU POR CONFUSÃO
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- 26 de mai. de 2022
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Ilmo. Sr.
Delegado de Polícia
Não culpe ninguém pela minha morte. Resolvi deixar esta vida porque se eu vivesse um dia a mais, acabaria morrendo louco.
Explico-lhe, Sr. Delegado. Tive a distinta honra de casar-me com uma viúva, sem saber que a mesma tinha uma filha já moça. Meu pai era viúvo, E, para maior desgraça, quis a fatalidade de apaixonar-se e casar-se com a filha de minha mulher. Resultou, daí que minha mulher tornou-se sogra do meu pai. Minha enteada ficou sendo minha mãe, meu pai, era, ao mesmo tempo, meu genro. Após algum tempo, minha enteada trouxe ao mundo um menino que veio a ser meu irmão e neto da minha mulher, de maneira que fiquei sendo avô de meu irmão. Com o decorrer do tempo, minha mulher também deu a luz. Um menino que, como irmão de minha mãe, era cunhado de meu pai e tio do filho deste: passando minha mulher a ser nora de sua própria filha.
Então Sr. Delegado, fiquei sendo pai de minha mãe, tornando-me irmão de meu pai e de meus filhos; minha mulher ficou sendo minha avó, já que era mãe de minha mãe. Assim, acabei sendo avô de mim mesmo.
Portanto, Sr. Delegado, antes que a coisa se complique mais, resolvi desertar deste mundo antes de ser mãe de alguém.
Perdão Sr. Delegado. Dê um alô aos meus ascendentes e descendentes e, por favor, faça tudo para que os mesmos, procurem casar-se com pessoas de outras famílias.
Atenciosamente
O Morto

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